sexta-feira, 4 de junho de 2010

SinaMinha - complemento

Cometi duas falhas no último post. A primeira foi não mencionar meu irmão, meu melhor amigo - sim ele é o cara e não colocar uma foto dele e nem deixar uma prova do que falei sobre semelhanças....A outra foi não avisar que em breve SinaMinha terá seu blog para divulgação das peças e com isso, vou acabar com os perfis do Orkut e do Facebook.

Abaixo os culpados de tudo rs!


Bjs a todos




quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sina Minha




Aprendi depois de muito relutar que herança faz parte da nossa vida e cabe a nós nos apropriar dela ou não. O legado do nosso berço vem sempre delas, as mães.

Fiquei durante anos me esforçando para não ser parecida com a Marlene, mas escolher ficar só com as coisas boas, eu posso rs. Fisicamente não adianta explicar com quem sou parecida ou meu irmão. Sempre falam:"Vc é a cara da sua mãe". Então tá rs... Vou dar um outro caminho que pode mudar isso :).

Antonio é a cara da mamãe sim, mas puxou todo tipo do meu pai. Moreno, calvo e tal, mas os traços são todos Marlene. Eu, por ser mulher posso parecer com ela, mas o bico não nega que sou muito mais Nane que Marlene. Ela era loura e tinhas olhos verdes. Outro dia recebi a notícia muito em off que também sou, mas meu cabelo já esqueceu disso faz tempo.

A herança que cito vai além disso. Ser domesticamente criativa, ter jeito para arranjos de flores, coisas ligadas a beleza, ser vaidosa, unhas feitas, sempre, perfumes e chegar como um furacão... herdei dela. A voz, a gargalhada, o deboche - vem do Nane também e o talento para coisas manuais, sem dúvida, total Dona Marlene.

Sendo assim, me apropriei do talento dela por criar bijouterias. Sim, eu crio rs. E se for sina que seja a minha, de filha.

Vem aí SinaMinha!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Parece que foi ontem.





Não transferi esse post para cá do Wordpress. E esse, não pode faltar!



Já era noite quando entrei na cozinha e encontrei a minha mãe. Olhei bem para ela e falei que sua cor estava estranha. Dentro desse meu humor a chamei de quase Mestre Yoda. Seu eu soubesse... Falei então que tinha que ver aquilo o quanto antes. Ela como sempre, me deu uma série de motivos para não ir. Antes preciso explicar isso. Minha mãe nasceu de 7 meses, depois de duas gestações sem sucesso da minha avó. Chegou muito pequena e quase cega. Segundo ela, cabia numa caixa de sapatos rs. Teve algumas doenças chatas quando criança e os médicos diziam que seus dentes seriam prejudicados. Vida seguiu e ela se tornou uma mulher MUITO bonita! Cabelos claros, olhos verdes pintadinhos de marrom, voz rouca, mãos lindas e que sorriso! Tinha passado por alguns momentos delicados de saúde e por isso tomou verdadeiro pavor de médicos e hospitais. Daí, tamanha resistência para ver o que transformara sua pele naquele tom esverdeado.
Tanto falei, que fomos a um hospital. Aquele que o plano era aceito... Ela foi atendida e depois de um exame de sangue, veio a reposta - hepatite.
Hepatite? Ok. Não sou médica, mas ainda assim, disse que deveríamos ter uma segunda opinião. Adiantou? Não. O tempo passou e me lembro que no dia 12.11, meu aniversário chovia muito e minha mãe estava indisposta. Fim de novembro e eu não via melhora. Sentia no peito que alguma coisa estava errada. Lembro que depois de muito tempo, sem muitas aproximações afetuosas com a minha mãe, um dia deitei em sua cama e ela passou a mão no meu cabelo como fazia quando eu era bem menina. Sim, nossa relação foi feitas de muitos conflitos, educação severa, muitos ensinamentos e semelhanças.
Início de dezembro nosso cocker preto - Bandit já estava doente e na casa do meu irmão, na Barra. Lembro de um dia, já tarde, que fui até lá levar alguma coisa e essa foi a última vez que vi aquele "amigo" fofo bem fraquinho. Voltei rápido, porque percebi que minha mãe não estava bem quando sai. Poucos dias depois, minha mãe passou muito mal em casa e disse a ela, que mesmo contra sua vontade eu precisava levá-la ao hospital, porque aquilo não poderia ser só uma hepatite. Ela só falou o seguinte: "Está bem minha filha". Tomadas as providências, ambulância na porta e enfim o hospital. Ela sabia e acho que eu também. Chegamos a Casa de Saúde Santa Maria em Laranjeiras e mais uma vez aquele procedimento horrível do plano. Se não fosse uma médica chamada Fernanda, nem sei. Nesse momento, antes de passar pelo interrogatório inicial da médica, olhei de longe, minha mãe deitada na maca e pensei: "Será que é isso mesmo? Será que ela volta para casa?". Sai de casa às 22:30 e já eram 5 da manhã. Deixei minha mãe no quarto e disse que vinha pegar umas coisas para ela e voltaria logo. No caminho para casa, fiquei pensando para quem iria ligar primeiro. Meu pai? Meu irmão? Ok, meu irmão. Esperei dar 7:00 e liguei. Só consegui dizer a seguinte frase: "Antonio, eu tive que levar a mamãe para o hospital." Meu irmão estava de férias e ia passar o Natal na casa da nossa prima que mora fora. Bom, às 11:00 uma comitiva estava no hospital. Começava o fim. Duas semanas. Foi quanto durou. Nesse tempo, muita angústia, muita risada por conta do humor dela - agora tenho certeza que é hereditário e muita informação. Obstrução no aparelho digestivo. Qual? Pseudo câncer na cabeça do pâncreas. Exame no Samaritano, uma pequena fortuna e expectativa. Nesse dia vivi 10 anos. Consolei meu pai, me senti perdida por sentir um medo que não tem explicação e a uma dor no peito sem fim. Sempre achamos que as coisas acontecem com os outros. Separações, decepções, traições, doenças, perdas, ganhos, tristezas a alegrias. Esquecemos que os outros também somos nós. O problema é que supervalorizamos nossas experiências e pensamos que já vimos muito ou tudo. Quando passamos, achamos que aprendemos muito, e claro sabemos mais. MENTIRA! Tudo mentira. Não somos nada, não sabemos NADA. O fim de nossa jornada material se resume a um caixão ou a um saco pequeno de cinzas. Importa o que conseguimos nesse caminho guardar com sabedoria e olha, mesmo com muito esforço, mesmo depois de dez anos, parece que foi ontem e nem por isso o tempo me deu a humildade que precisava e preciso para tirar o melhor desse momento triste e tão marcante da minha vida. Minha vida mudou para sempre e eu, intimamente, também. Todos nós. Última noite com a minha mãe e eu nem sabia. O tal exame teve como resultado que o que ela tinha, ainda não esclarecido, era benigno. Estava tarde e minha mãe apoiava suas mãos na testa. Estava com muitas dores. Dores no peito. Chamei a enfermeira e pedi que chamasse um médico. Ela me falou que minha mãe estava na dose máxima de morfina. Sim, percebi que ela tinha piorado, não andava mais e os médicos iriam operá-la no dia seguinte para ver e talvez conseguir uma sobrevida de 3 meses, no máximo. Nesse mesmo dia à tarde, ela me perguntou: “Minha filha, você cortou o cabelo?” Respondi que sim e ela então me perguntou: “Você está preocupada, não é?” Disse que um pouco. O que eu ia dizer? Então ela com toda calma do mundo me disse: “Não fica não. Fernanda as mulheres dessa família são fortes. Eu sei que vão me abrir amanhã e dependendo, nem vão mexer e me fechar de novo”. Ela sabia... Nesse dia ela comentou comigo que sentiu cheiro de flores no quarto. Fiquei apavorada. Nossa noite foi horrível. Estava exausta. Nós estávamos exaustos. Na segunda de manhã ela foi para o centro cirúrgico e foi a última vez que vi minha mãe viva. Dei um beijo na testa dela e ela sorriu para mim. Quando foi monitorada, confirmaram o infarto. A tal dor da noite anterior. O médico nos chamou e explicou que não poderia operá-la. Falência de órgãos começou e aí eu disse: “Eu não quero que ela sinta dor”. Ela saiu do centro cirúrgico, falando. Fez uma piada com o meu irmão e foi para o CTI. Sedada ficou até o seu falecimento no dia seguinte. É muito ruim perder a mãe. Nossa referência de origem. Essa mãe e ainda ter que administrar coisas, pessoas e não ter tempo de respirar e pensar que acabou. A vida, que deu a minha. Tanto para compartilhar com ela. Queria ter tido a chance de dar uma neta ou neto a ela. Talvez assim, entenderia esse amor incondicional de que tanto falam. Entenderia minha mãe melhor. Uma vez ela disse: “Ninguém erra quando é por amor”. Será? Tínhamos que velar, cremar e levar suas cinzas onde desejava. Cumprimos como família seu último desejo. Penso como seria passar por tudo isso sem meu irmão, sem meu pai. Minha mãe morreu como saia das festas....à francesa.
Hoje, meu maior medo é me esquecer da sua voz, seu cheiro, seus olhos verdes, sua voz rouca, a risada indiscutível, humor debochado, as belas mãos e todo resto. Todas as vezes que encontro alguém próximo a ela, uma chuva de elogios. Alguns me chamam de Marlene. Eu deixo! Dizem que sou parecida com ela. Tento explicar as semelhanças estéticas da nossa família, em vão. Ok devo parecer com ela mesmo e tudo bem.
Mãe, 10 anos sem você tão perto. Sinto sua falta, TODOS OS DIAS! Hoje vou a igreja como vou todas as segundas e pedir que seu caminho por aí seja sempre de luz e paz, agradecer por tudo e pedir que eu não perca a minha fé, que eu tenha coragem de seguir o meu caminho, cumprir minha missão e que eu consiga ter humildade para perdoar tudo que eu puder perdoar de coração, que eu não perca minha essência, que a ingratidão não me desanime, que eu não falte com a justiça e que ela não me falte, que você sinta orgulho de nós e que eu faça jus a educação, quase treinamento rs recebido por você.
Bj meu para vc.

Nothing gonna stop me now!


Olá pessoas,

Um pouco de música para vocês, companheiros e amigos de idéias!
Ah, antes que eu me esqueça.

QUEEN FOREVER!



Bjs a todos

A Caixa


Coloquei -a no chão com certa dificuldade e me perguntava o motivo de tamanho peso. Sentei na frente dela e então lentamente levantei sua tampa. Sensação clara, que por dentro ela era muito maior do que parecia.

Olhar aquela caixa era necessário, talvez difícil, mas no fim, a melhor decisão. Alguns emails impressos, alguns pensamentos meus - meu pequeno diário, uma lista de desejos, alguns presentes que ganhei e fotos.

Inicialmente tentei reorganizá-la ali mesmo, sem sucesso. Virei a caixa.

O monte de coisas e também a minha história. Como uma vida cabe ali? A minha cabe. Precisava escolher o que ficaria.

Depois de olhar muito, descobri que tinha mais coisas boas que ruins e tudo que era não conforme rs, separei. Um outro lugar guardava a partir dali, tudo que poderia ser lembrado apenas como alerta nomaedo como: Fernanda, de novo não ! Pouca coisa rs.

As boas coloquei de novo na caixa e vi que sobrou espaço. Maravilha! Fica o que e quem tem que ficar.

O monte de coisas ruins? Lixo!

Meu coração é como mar e minha caixa também.

Bjs a todos

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Selinhos 2



Para esse selinho temos uma mecânica divertida:

A- Postar o selo no seu blog;

B- Deixar um comentário nesse post com o link do seu post no seu blog;

C- Dizer 3 coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre você. Mas não é tão simples assim! São 3 coisas nessa ordem:

1- Uma coisa que o seu amigo vai pensar: Humm, interessante!
Minhas opções de vestibular além de Comunicação, eram Direito e Psicologia. Ah! Quando criança queria aprender piano, mas não rolou. Se hoje pudesse escolher um instrumento, seria o violino. No fim, fiquei com a buzina de carro rs.

2- Uma coisa que o seu amigo vai pensar: Uau, nunca ia saber isso!
A marca que tenho no meu lábio superior, consegui bem pequena. O médico disse era melhor deixar cicatrizar sozinha e não dar ponto. Estamos juntas desde então e eu GOSTO dela.

3- Uma coisa que o seu amigo vai arregalar os olhos e dizer: O quê? (e vai ficar de boca aberta!)
Defendo a idéia do serviço militar ser obrigatório para as mulheres. Poderia ser por um tempo menor e claro que nosso país teria que ter condições razoáveis para isso. Acredito que assim, estaríamos mais próximas do mecanismo de raciocínio masculino, teríamos um senso prático maior, e nossas frescuras e não vaidades, seriam secundárias. Seria uma forma de vivenciar toda força que nós mulheres temos em muitos segmentos. Nosso preparo físico melhoraria e apesar de não gostar, mas por medo de me apaixonar, aprenderíamos a usa armas rs. Imagina, Fernanda Fefa Nanda armada? Brincadeira. Depois disso, vida que segue, dentro ou fora da vida militar.

Tá certo Mamu?

Selinhos

Minha amiga e super blogueira da Glasslite - Isadora Nardy,(http://tantoscaminhosisadora.blogspot.com) a Mamu, me mandou alguns selinhos. Veio com bula, mas eu pensava que era complicado.

Estou desde terça falando por scrap com ela que vou postar os selinhos e nada. Confesso que cada vez que olha o Tantos Caminhos e vejo um novo penso:"Caramba, não postei o selinho super bacana que ganhei."

Hoje vou tentar me redimir. Tá aqui Mamu! Recebido o carinho rs!

Bj