Quando eu tinha uns 22 anos, um amigo, autor do meu apelido Fefa, me disse uma coisa que ficou gravado desde então. "Fefa, o amor é nosso e nós escolhemos para quem damos, mas sempre é nosso". Verdade.
Tatuei na costela esquerda "Amor meu...". Já fui tão questionada sobre isso. Não fiz essa tatuagem para ninguém, além de mim.
A vida me ensinou que o amor não deve morrer dentro de nós. Eu fico triste toda vez que vejo esse sentimento tão desejado, vivenciado, procurado, praticado e discutido ser tratado de forma banal. Banal sim. Dizer "eu te amo" ficou tão comum que nem sei rs... Isso sem contar " te amo para sempre" rs... A mesma dinâmica do amo, se usa para o não amo!
Não sou relapsa nas minhas relações, sejam elas quais forem, procuro ser leal, fiel, porque confiança é um bem tão precioso que uma vez quebrada como poder ser reconstruída? Talvez o amor consiga, mas não podemos dar as costas aos nossos valores e princípios.
Muitas vezes fazemos coisas em nossas relações porque achamos que com isso elas ficam bacanas, porque é fácil ser bacana, pelo menos para mim é, mas isso pode ser um erro. Sempre pensei que tornar as coisas fáceis e por isso me desdobrei SEMPRE, pensava que se o outro está feliz, nós estamos felizes e por fim eu estou feliz? Ordem errada. Tudo errado. Essa aderência nas relações faz mal, pq na separação vc e o outro perderam identidade e no lugar de uma ferida, um arranhão, vai um pedaço seu e a sensação de vazio é maior, a dor é aguda e o ar nos falta.
Acreditar no seu amor, tudo bem, mas não se pode falar por dois.
O amor nos deixa com a visão turva. Vemos no outro a pessoa que desejamos ou sabemos que ela pode ser. A pessoa que ela é para vc, pode ser um engano. Nada disso vale se ela não se enxergar também e da mesma forma. Sem garantias rs. Assim é a vida! Triste ainda mais, quando o outro não sabe receber esse tratamento tão especial e pior, se comporta mal, mas aí o certo ou errado é dele, assim como o bonito e o feio também.
Meu aqui, fica o amor que quando chega e me lembra essa pessoa que eu sou e me faz lembrar da minha capacidade de amar. Esse amor que quando chega me faz sorrir por nada e por tudo, completa. Olhar firme na vida e no caminho, SEMPRE!
Escrevi uma coisa em 2005/2006 que diz assim:
"O amor que é só meu, encantado pela vida, comemora sua existência e sorri para quem lhe é sincero. O amor que é só meu, chora pelo amigo que sofre, pela saudade que aperta e consola quem pede colo. O amor que é só meu, também é justo. Ignora o traiçoeiro e o covarde. O amor que é só meu, reconhece olhar sincero, a palavra doce e o carinho nas costas. O amor que é só meu, sabe dividir, calar e ouvir. O amor que é só meu, habita em mim, pleno e isso basta."
Amor meu e bj meu para vcs!
Perfeitamente poética a parte final. Momento de brilhante inspiração!
ResponderExcluirNão vou azedar seu belo post, mas concordo com vc, o amor é "sem garantias". E ás vezes, ele vai embora e não volta.
bj
Tia Fê eu deixei para você uma brincadeira lá no meu blog.
ResponderExcluirBia