quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os filmes falam comigo, enfim



Pois é pessoas,
Não do jeito que eu queria, mas de como consegui finalizar. Percebi o espaço enorme que os filmes têm na minha vida. Colocar isso em palavras fica nem sei o que rs. Tive um bloqueio criativo da escrita, mas o foco está de volta, eu acho rs. Terminei o texto que tinha começado e me toquei de que talvez, disse talvez eu deveria ter escrito sobre filmes desde os meus 17, já que decidi fazer comunicação aos 14. Quem sabe agora, mesmo atrasada?
Estava na Livraria Cultura em SP e fiquei pensado no tópico que escolhi para o blog. Estava na sessão de DVD – minha preferida, com o meu irmão e me deparei com a trilogia do Poderoso Chefão. Precisava de um ponto de partida para o texto sabe rs? Fiz meu irmão comprar a sugestão bacana que dei. Não sei se vcs já repararam, mas adoramos gírias antigas – eu e Antonio.
Esse kit do Poderoso Chefão tinha uma opção com um baralho e fichas de pôquer. Isso que me agrada. O maior exemplo de Máfia aliado ao jogo do blefe!
Dia seguinte, estava eu jogada no sofá e passeando pelo Twitter e vi que um amigo de faculdade, Bruno Bonetti, tinha postado um link - http://whathappenedinmybirthyear.com em que colocamos o ano em que nascemos e ele dá uma descrição do que aconteceu de importante, por exemplo, em 1972 kkkkkkkk. Ano da fabricação do primeiro Atari! Chupa essa manga!
Poderoso Chefão ganhou o Oscar de melhor filme nesse ano. Por que não começar por ele? A linha de pensamento mafiosa e como é colocada e praticada é fora do comum. Maravilhosa a forma como ele sorri para aquele que sabe ser um traidor e com muita tranqüilidade espera a hora do acerto de contas. Queria ter um pouco de Brando!
Pedi na locadora uma relação dos filmes que já vi. Não consegui, mas vamos lá. Pensei então em fases da minha vida e filmes que me marcaram e claro, sempre existe uma ligação as trilhas.
Minha infância além do Rei rs, Sessão da Tarde com todos os filmes do Jerry Lewis e suas caretas impagáveis e Fantasy da Disney, ainda no Rian Copacabana. Xanadu com a Olivia Newton John e Michael Beck – mesmo ator de The Warrios, no Cine Veneza. A moda era ir à Mesbla no Rio Sul – olha a entrega da idade aí gente, fazer a camisa decalcada com brilho, estampar “patins encantados” e ver o filme. Assim eu fiz! Vale lembrar que entre esses, minha mãe fazia questão de apresentar os clássicos. Acho que a minha quase necessidade de comentar o filme quando acaba, peguei com ela.
E.T. veio quase na sequência e até hoje assisto quando passa. A história tem tom cômico e sentimental, trilha e os jargões, que até hoje uso. Pronto, confessei rs! Esse filme fala de compaixão, amizade e da ausência de preconceito. Tem uma trilha linda. Eu choro vendo ET rs. MUITO!
A adolescência já batia e então me falaram de Flashdance, Footloose e Top Gun. Gente, eu sou da época onde as trilhas eram o setlist das festinhas. Nós tínhamos a hora da música lenta.
Bom, Rambo e Rocky eu vi todos. Adorava ver o sangue escorrendo e boca torta do Stallone, claro. Tenho uma leve desconfiança que a minha verbalização sobre “bater a cabeça da criatura na parede até sangrar” pode ter vindo dele. Stallone ou Brando? Brando talvez me ensine hora e a forma mais elegante ou não de fazer isso sem me sujar kkkkkk.
Fase dos quinze anos chataaaaaaaaaaaaaa, com exceção das super festinhas e o cinema perto de casa. Assistia a tudo que era lançado. Bons tempos! Fui eu andar novamente pelos clássicos – “O que terá acontecido a Baby Jane?”. Minha mãe fazia aulas de teatro no Tablado e depois no Curso Dirceu de Mattos e eu sempre estava com ela. Ensaiava, ajudava e estudava quando dava. Riqueza de opções. Os “colegas de classe” dela estavam uma ou duas gerações entre as nossas. Os deveres de casa, principalmente os de caracterização, eram ricos em informação e pesquisa. Participava disso também.
Aprendi muito e ainda trabalhava em locadora. Meu primeiro emprego quando ainda fazia o segundo grau. Falamos de 1989 e eu já tinha 17 anos.
Depois fui trabalhar com o pai de um amigo que vendia os filmes da Tri Star para as locadoras do estado do Rio. Vivia cercada pelos posters de divulgação e pedidos. Muito papel rs. Na época, tínhamos uma parceria com a BMG Ariola ainda num prédio na Rua Santa Clara. Meu universo era cinema, música, estudo e cursinho para o vestibular, isso inclui Circo Voador e muito Celso Blues Boy rs.
Nunca fui preconceituosa com filmes. Posso não curtir um ou dois gêneros, mas no geral procuro ser democrática até para dizer que não gostei. Numa onda de ficção, Star Wars – adoro falar como o Yoda e faço da minha gata preta uma versão dele, Alien, Matrix – ressalto que só o primeiro me emociona, sempre fala que não podemos pensar como únicos no tempo e no espaço. Meu sonho quando era criança era viver como os Jetsons e não como os Flinstones. O Fred é divertido, tem um tom político, mas ele é um ogro que tem um amigo tosco, beirando o idiota. Me irrita um pouco rs. Fica bobo demais depois de um tempo. Entendem agora a minha paixão pelo Pica Pau? Rs... Santo deboche!
O momento nostalgia terminado, vamos ao que interessa. Filmes falam sim e muito. Acho muito complicado tentar adivinhar o que o autor quer nos dizer. Os poetas sempre sofrem com isso. Muito mais interessante pensar em como as suas palavras são recebidas por nós. Clarice Lispector deve ter tido os momentos dela, mas o seu maior presente são suas palavras, que dizem tanto e com toda sinceridade, sem frescuras.
Adoro como Almodóvar é tão real contando histórias e sem o menor receio. Ele nos dá uma sensação de verdade e liberdade incríveis. Considero um dos diretores com linguagem mais humana que conheço.
Tarantino é meu herói! Caramba... Fico imaginando o que não passa na cabeça dessa criatura antes de nos dar os presentes que ele carinhosamente nos prepara.
Uma pausa: Não sou estudiosa de filmes, crítica – longe disso. Só coloco aqui a minha visão e sensação do que já vi.
Sigo alguns atores, outros, nem tanto. Pacino, De Niro, Jack Nicholson, Sean Connery, Denzel Washington, Nicolas Cage, por exemplo, anda fazendo escolhas péssimas. Hollywood anda com uma mania feia pacas. Eles pegam um elenco celestial assim como seus cachês, um roteiro sofrível e no fim do filme vc olha para tela com uma cara de idiota, quase cara de árvore e pensa que aquela bosta de filme vc já viu antes e achou ruim e resolveram dar “uma nova cara”. COMO ASSIM? Fato. Nessas horas se quer dar uma de pseudo intelectual – ridículo isso, bato palma para algumas produções européias, por exemplo.
Já reescrevi esse texto 359 vezes e assim.... o tom que quero dar é só dividir os filmes que falam ou falaram comigo alguma coisa marcante, especial. É um momento mágico em que fico hipnotizada. Já tentei de tudo e por isso talvez ele tenha uma segunda versão, mas quero mesmo deixar aqui o que alguns filmes me marcaram. Vamos à lista, mas antes um desabafo: EU ODEIO A BRIDGET JONES E SEU DIÁRIO. Ela é tudo que não gostaria de ser. Tapada e sem noção. Esse "jeitinho" dela não me convence! Carinhosamente a chamo de anta. Prontofalei.com.br rs.
Peito aliviado vamos lá:
Poderoso Chefão
Assim caminha a humanidade
Noviça Rebelde
Invasões Bárbaras
Fale com ela
Volver
Vanilla Sky
Coração Satânico
Pulp Fiction
Bastardos Inglórios
Não conta a ninguém
Janela Indiscreta
Tempos Modernos
Os Infiltrados
Minority Report
Star Wars
Como agia para chocolate
Melhor é impossível
O que terá acontecido a Baby Jane?
Matrix
Contato
Auto da compadecida
Tomates verdes fritos
Eu seu que vou te amar
Lua de Fel
Veludo azul
Cidade dos Sonhos
Crash
Traffic
Amores Brutos
Lisbela e o prisioneiro
A mulher invisível
O cheiro do ralo
Rock´n Rolla – A Grande Roubada
Harry Potter _ Todos até agora
O Senhor dos Anéis - Todos
Cidade de Deus
Brilho eterno de uma mente sem lembrança
Closer – perto demais
Efeito Borboleta
Moulin Rouge
O labirinto do fauno
Sobre meninos e lobos 21 gramas
A vida de David Gale
Diamante de sangue
A vida dos outros
À procura da felicidade
Pequena Miss Sunshine
Clube da luta
Corpo fechado
Kill Bill
Onde o fraco não tem vez
O fabuloso destino de Amélie Poulan
Quem quer ser um milionário?
Encontros e desencontros
Piaf
The Edukators
E.T.
Fantasia
E o vento levou
Forest Gump
O Rei Leão
Madagascar
Shrek

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