quarta-feira, 21 de abril de 2010
Entre cães e gatos
Sempre quis um cachorro. Verdade que pensava nisso, sempre na hora do jantar. Poderia dar a ele parte da comida que não gostava embaixo da mesa rs. Santa imaginação. Quando meu irmão voltou, depois de morar um tempo fora, decidiu que teria um cachorro. Não me lembro como foi decidida a raça, Cocker Spaniel inglês - fucinho mais longo. Fomos ver uma ninhada na Ilha. Meu irmão, sempre visualizou essa raça em marrom. Essa era a idéia dele, mas quando me deu a chance de escolher o filhote macho, fui no pretinho básico. Bandit estava em nossa pequena família. Revirou a casa e nossos sentimentos. Destruiu o sofá da minha mãe, batizou a casa inteira marcando território, não me deixava amarrar nenhum cadarço, mas ele era incrível. Lindo, preto com as orelhas balançando sempre e um ladrão de pratos rs. Bandit era bem treinado para algumas coisas e para outras, infernal. Quase um Marley rs! Quando saia do banho na Pet Shop perto de casa, era um sucesso, mas se acabasse o banho e não tivesse ninguém esperando, era um escândalo.
Uma época de muitas festinhas lá em casa. Logo depois que o Antonio voltou, entrou na faculdade. Numa dessas, descobrimos que o Bandit tinha uma tendência ao alcoolismo rs. Copo de cerveja deixado no chão, era do Bandit babão! Dia seguinte ele curtia ressaca, bebia Coca Cola e dormia na mesma posição que seu dono rs. Quando ele chegou, eu tinha 16 anos e ele sabia o meu horário de chegada do colégio. Ele me via do outro lado da rua e começava o latido mais alto que já ouvi até hoje. Uma festa a cada entrada em casa. Ele era um fofo, apesar de ter roubado alguns bifes e ovos fritos meus. Danado! Infelizmente nossos bichos não duram para sempre e no fim de 1999, um pouco antes da minha mãe, Bandit foi embora...Quando nosso cachorro morre, uma parte nossa também vai embora. Quem já teve cachorro, sabe.
A idéia de ter outro cachorro ficou bem distante. Não tinha contato com gatos e ainda alimentava a lenda de que são frios e tal. Junho de 2001, um amigo me convenceu de que poderia ter um felino. Ele tinha dois e o pai encontrara uma fêmea no lugar onde trabalhava. Nessa época estava morando só, em Copa e pensei que o gato por ser mais independente, poderia ser uma boa opção.
Tinha passado o fim de semana na serra e quando cheguei já trouxe o kit sobrevivência para a mais nova presença lá de casa. Paolo chegou com ela dentro do casaco. Quando ela colocou a cabeça para fora... Era cinza, rajada de cinza escuro e com os olhos grandes. LINDA! Me apaixonei. Ela fez o reconhecimento da casa e bati o martelo. Pequena era minha.
No mesmo dia conheceu seu tanque de areia e foi se arrumando por ali. Ela era uma fofa, mas muito na dela. Me senti um pouco rejeitada kkkkkkkkkkkkk. Lembrei do Bandit, frenético. Fui ler sobre gatos e vi que era assim mesmo. Quando menos esperava lá estava ela me olhando. Figura!!! O tempo passou e então decidi, como trabalhava muitas horas naquela época, que ela poderia ter uma amiguinha rs. Queria uma gata preta e descobri que não é tão fácil assim adotar uma. Consegui pela veterinária do Bandit, um contato para conseguir a Pretinha. Dona Wanda, que é dedicada aos animais abandonados, conseguiu uma para mim. Fui ao INPA em Copacabana mesmo e vi a Pulgona.
Feia,magrela, fedida, rabo queimado pelos pivetes na praça do Bairro Peixoto e única. Olhei bem para ela e adotei! Adaptação de gatos é muito engraçada. Pequena estava curiosa e ciumenta, mas depois adotou sua nova amiga. Comiam juntas, brincavam e as vezes, duelavam rs. Descobri como elas são bacaninhas e espertas. Pretinha parece um urso. Nada tira essa felina da cama em dias de chuva. Pequena é um saco sem fundo. Come sem parar! Cada uma na sua e todo mundo numa boa. Depois de um tempo, castrei as duas, porque o meu pai, o Nane não aguentava a sinfonia quando estavam no cio. Hoje elas são "assim" com ele. Mais engraçado de tudo, ele é "assim" com elas rs.
Feliz com meus bichinhos comecei a influenciar os próximos rs. Meu namorado na época, morava sozinho e falei para ele: "Tem uma gatinha linda aqui. Vc não quer?". Ele quis. A gata deixada com a Maria Helena chamada de Tigrita, recebeu o nome de Brigitte e vive feliz com seu dono. Apaixonados um pelo outro rs. Depois do Rodrigo, foi a vez do meu irmão. Definitivamente a Frida é uma felina única. Quer a sua atenção por 5 segundos e depois vc pode ir embora. Não se engane. Ela vai se esconder e pular quando vc passar para te "dar um susto" kkkkkkkkkkkkkkkk. Ela vai dormir na sua barriga e ela vai entrar na sua mala e ficar igual ao ET no armário disfarçado de boneco? Kkkkkkkkk
Os bichos são como amuletos. Recebemos alegria deles, percebem nossa tristeza, sabem quando vamos sair e voltar e se manifestam de forma bem particular. Adoro minhas gatas. Adorava nosso cachorro e não sabia que ia ganharia por um tempo, um amigão.
Ele chegou de surpresa, não foi lá em casa e não sabe de onde. Chegou e ficou. Zico era um Rottweiler. Grande e bobo. Latia e pulava ao mesmo tempo. Pesadão! Não gostava de banho no caminho até a água, mas depois fazia a festa. Zico foi meu amigão por um tempo. Ele ficava comigo quando eu chorava e trazia o ossinho que eu tinha dado, todas as vezes que eu chegava. Eu conversava com ele e ele comigo. Ele tinha medo de trovão e se escondia. Fazia corpo mole e se jogava no chão rs. Ele era guloso e conhecia os horários das refeições. Gostava de andar de carro e ficava olhando o mundo lá fora pela janela. Zico foi brincar em outro lugar também... Me despedi dele um tempo antes disso. Nosso último encontro. Eu sabia que depois daquele dia não o veria mais... e por isso apertei bastante, sacudi as orelhas e agradeci meu amigão por tudo!
Deveríamos aprender um pouco mais com os bichos. Cachorros são leais e fiéis. Gatos são inventores da auto estima alta, não fazem média com ninguém e são simpáticos sem forçar a barra rs.
Ah! Não posso deixar de mencionar o Trequinho - não sei se escreve assim Mamu rs. Esse gatão é o mais preguiçoso,amável e dengoso que conheço. Ele gosta de se esconder no armário, deitar na cadeira e se espalhar no sofá. Já dormi muitas vezes depois de festas abraçada com esse felino.
Quer um bicho de estimação? Adote!
Bjs a todos
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Amiga, honradíssima com a foto do Trequinho!
ResponderExcluirEnzo
ResponderExcluir2010/03/25 at 12:12 AM
Eu me lembro quando você tinha recém adotado o gato!
Acho que o final de semana que você comentou ter passado na serra, foi lá em casa, né!?
Me lembro até que eu saí ( e aturei o passeio feminino ) com você e com a Maria numa longa jornada de “meninas”, só pq vc ia na petshop comprar um brinquedo pro gato e eu queria ajudar a escolher!
vc acabou levando uma bolinha, meio rosa, ou laranja, nao me lembro direito! hahaha e ficou se gabando do ótimo negócio q vc tinha feito em comprar o objeto pelo preço!
tá vendo, esse blog tem mais leitores do que voce imaginava! hahaha
leitores que de modo bem coadjuvante, também fizeram parte da historia!
um beijo Fernanda!
Antonio
ResponderExcluir2010/03/18 at 1:17 PM
Fe, ADOREI !!! Saudade do Bandit, chorei e tudo. Frideca meleca é figuraça mesmo.
Os bichos da familia e dos agregados são realmente especiais! Se morasse numa casa com empregados teria vááááários… Bjs
Isadora
ResponderExcluir2010/03/17 at 7:56 PM
Mamu, que lindo texto. Quando li vai entrar na sua mala e ficar igual a ET, no armário disfarçado de boneco, lembrei na hora do Trequinho (é assim mesmo que se escreve), porém eu mal sabia que o meu pequeno felino loiro seria também homenageado no seu post.
Pequena e Pretinha são uma alegria. Frida e Brigite eu ainda não conheço mas pelas histórias é como se eu já as connhecesse.
Concordo com você: quem quiser um amigo que não faz média, adote um gato!
Um beijo e parabéns pelo texto!